Retirar um intermediário não elimina o trabalho que ele realizava. A coordenação de uma inspeção, a junção de acessórios e o acondicionamento final podem continuar a ser necessários na compra direta à fábrica. O que muda é quem os executa e paga.

A diferença de preço tem de cobrir o trabalho transferido

Exemplo hipotético — os números ilustram apenas o cálculo; não são uma proposta nossa nem preços de mercado.

Suponha uma encomenda de 300 conjuntos iguais. A fábrica pede 200 € por conjunto; uma empresa comercial pede 210 € e inclui determinados serviços de inspeção, integração de acessórios e acondicionamento que a fábrica exclui. Admita que contratar exatamente esses serviços custa ao comprador 5 000 €. Transporte e impostos ficam fora das duas propostas.

A compra direta totaliza 65 000 €: 60 000 € de produtos mais 5 000 € de serviços. A alternativa totaliza 63 000 €. Neste cenário, os 3 000 € de diferença no produto não cobrem os 5 000 € necessários para obter a mesma entrega.

O tipo de empresa não define o serviço incluído

O resultado muda se a fábrica já incluir essas tarefas ou se a sua equipa as conseguir executar com um custo adicional menor. Também uma empresa comercial pode limitar-se à revenda, sem prestar os serviços do exemplo.

Conte apenas trabalho efetivamente necessário e ausente de uma das propostas. Organizar uma inspeção não equivale a pagar a inspeção; coordenar a consolidação não significa incluir os encargos de manuseamento. Evite tanto omissões como a contagem da mesma despesa duas vezes.

Acrescente à proposta de menor preço uma linha com o custo de cada tarefa que está incluída na alternativa e que falta nessa proposta; compare depois os totais para a mesma entrega.

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